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A Darker Shade of Magic: Londres e magia como nunca antes vimos

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A Darker Shade of Magic: Londres e magia como nunca antes vimos

 

Para quem é fã de literatura fantástica, tem um fascínio especial pela cidade de Londres e uma paixão assumida pela magia, então não haverá certamente melhor livro para ler do que A Darker Shade of Magic, da jovem autora norte-americana Victoria E. Schwab. Esta obra preenche todos os requisitos mencionados acima… mas de uma forma de que não está à espera.

Assumo sem vergonha que fiquei interessado em ler este livro quando vi a capa. É mesmo um daqueles livros que nos capta a atenção pela sua beleza gráfica, minimalista e ao mesmo tempo elegante. Uma pesquisa rápida no Goodreads fez-me perceber que o livro tinha de facto qualidade, como atestavam as centenas de reviews de muitos outros leitores.

Uma vez que este título não se encontra ainda traduzido para português, decidi comprar a versão inglesa editada pela editora Tor. Sem mais delongas, conto-vos aquilo que achei de A Darker Shade of Magic.

A Darker Shade of Magic: Londres, casacos fantásticos e piratas

A acção deste livro encontra-se distribuída por quatro cidades de Londres diferentes, situadas em Mundos Paralelos. Estas cidades, apesar de se manterem no mesmo ponto geográfico e de contarem com o mesmo nome, são extremamente diferentes. Para começar, situam-se em países totalmente distintos, inseridas em mundos que diferem totalmente do nosso. Apesar da topografia da cidade ser semelhante, e de existir até mesmo um rio (que tem nomes diferentes entre cidades), tudo o resto é diferente.

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Temos então quatro Londres: a Londres Cinzenta, que equivale à nossa Londres, onde a magia é rara, quase inexistente. Este é um local que se encontra governado pelo Príncipe Regente George IV, já que o Rei George III está demente e incapaz de governar.

Entretanto, temos ainda a Londres Vermelha, onde a magia prospera e há estabilidade entre magia e, digamos assim, humanidade; a Londres Branca, uma cidade decadente, esfomeada por magia e onde os mais poderosos governam sobre os mais fracos; e, por fim, a Londres Negra, que é agora vista como um mito desde que foi consumida pela magia. Como podem ver, magia não falta.

Em tempos, estas quatro versões de Londres estavam ligadas por portais. Era possível viajar de Londres para Londres e as pessoas podiam manejar magia com facilidade. Porém, quando os habitantes da Londres Negra começaram a ser controlados pela magia (que aqui se assume como uma identidade quase superior), todas as restantes Londres decidiram fechar as portas, bloqueando a cidade caída para que a “praga” não se alastrasse.

42774135O que nos leva assim à história de A Darker Shade of Magic (em tradução livre, Uma Sombra Mais Escura de Magia). Neste livro, a personagem principal é Kell, um Antari ao serviço da família real da Londres Vermelha. Os Antari são uma espécie rara de feiticeiros com uma habilidade muito específica: conseguem viajar entre Universos Paralelos. Kell tem por isso a responsabilidade de distribuir correio entre os monarcas das diferentes Londres. Secretamente, faz algo que é considerado ilegal: contrabando de artefactos entre as cidades.

É exatamente este pequeno hábito ilegal que coloca Kell em problemas. Quando uma mulher no auge do desespero, na Londres Branca, lhe pede para entregar uma carta na Londres Vermelha, Kell consente e aceita como pagamento um estranho pacote. A partir daí, as coisas começam-se a descontrolar e o feiticeiro acaba por descobrir que faz tudo parte de um plano maior, com o objetivo de derrubar as barreiras entre as várias Londres.  E, quanto à história, não me vou alongar mais.

Por todo o livro vamos encontrando uma galeria brilhante de personagens: um príncipe vaidoso mas com bom coração, gémeos ambiciosos e sedentos por sangue que governam sobre um mundo em declínio, uma aspirante a pirata que não tem um navio mas já tem um olho falso, um feiticeiro com um casaco que tem muitas, muitas versões… Adicionem um enredo repleto de conspirações, segredos e feitiços, e imaginem que tipo de livro é este.

Nunca tinha lido nada de Victoria Schwab, apesar de ter visto algumas críticas positivas ao livro Vicious, que será certamente uma das minhas futuras aquisições. Gostei da escrita da autora, especialmente por não ser cansativa e ser pontuada com pausas no momento certo. Acho que conseguiu articular muito bem as quatro Londres, cada uma delas distinta à sua própria maneira e que a magia que nos apresenta não é tão elegante como pensamos.

 

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