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O beijo que Puig me deu

Assim como a língua transmite também suas bactérias, através da sincope fonética, do léxico e da organização semântica é que se destrói e se constrói, de forma igualmente eficaz, os signos e a noção de “mundo” de um povo. E da mesma forma, através desse mesmo canal, podemos estabelecer um paralelo entre as manifestações artísticas e culturais desse mesmo povo. Percebi isso, no dia que recebi o beijo de Puig. Até aquele dia não conhecia muito da obra desse brilhante argentino, além de saber que havia uma adaptação de seu livro mais conhecido para o cinema – pelo também argentino, o diretor Hector Babenco - premiada em Cannes nos anos oitenta: O beijo da mulher aranha.

A Crucificação e a Canção de Henry Miller

Que seus detratores o acusem de pornógrafo, de misógino, de preconceituoso - tudo bem. Que muitos países tenham fechado as portas a sua obra; considerando-a muitas vezes obscena, de mau gosto, e mesmo assim, viessem a publicá-las décadas depois - tudo bem também. Porém, ninguém há-de negar que o escritor norte-americano Henry Miller (1891-1980) foi para a virada do século XIX, para o século XX, um modelo de romantismo.