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A rapariga de 12 anos que abriu uma biblioteca no Brasil

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A rapariga de 12 anos que abriu uma biblioteca no Brasil

 

Todas as nações livres, como o Brasil, sabem que a liberdade de informação é um direito fundamental essencial, referido em 1946 pela Assembleia Geral das Nações Unidas como a pedra base de todas as liberdades a que as Nações Unidades se consagram. Porém, o que acontece quando a informação não chega a uma comunidade porque, simplesmente, não existem meios para tal acontecer?

Até bem há pouco tempo era esta a situação que poderia ser encontrada no pequeno povoado de Serrote, uma vila que fica a cerca de quinze quilómetros de distância de Conceição do Coité, na Bahia. Neste meio pequeno havia uma grande falha difícil de suprimir: a ausência de uma biblioteca. Não precisamos de atestar, no blog Mundo de Livros, a importância que um livro pode ter na formação de uma criança, adolescente ou até mesmo de um adulto.

Incrivelmente, Maria Clara, uma rapariga de apenas 12 anos, decidiu que estava na hora de fazer a diferença no povoado de Serrote: pondo mãos à obra, começou a reunir apoio para abrir uma biblioteca e assim difundir a informação e literatura por toda a vila. Nos próximos parágrafos, contamos a sua história.

Construir uma biblioteca com a ajuda do Whatsapp e do avô

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Maria Clara é estudante da Escola António Nunes Gordiano Filho, situada no distrito de Saldadália, em Serrote. A ideia de abrir uma bibilioteca ocorreu à jovem aluna de 12 anos que, reunindo apoios à sua volta, começou uma campanha de doações de livros para conseguir montar um acervo. A pouco e pouco, este acervo foi crescendo para incluir títulos de todos os géneros literários, desde romances e clássicos da literatura brasileira a manuais técnicos e didáticos.

Segundo informação anteriormente avançada pelo site Calila Notícias, Maria Clara conseguiu assim encher duas prateleiras de ferro no antigo posto telefónico de Serrote. O avô, Guidofredo Pereira, que preside a associação de moradores da comunidade, foi uma das mãos indispensáveis para tornar possível este projeto pequeno mas significante. A diretora da escola onde Maria Clara estuda, Simone Nascimento, também deu o seu apoio.

 

O Whatsapp foi ainda uma ferramenta fundamental para Maria Clara. Este aplicativo de conversação online foi utilizado pela jovem baiana para contactar diferentes grupos da sua comunidade e assim solicitar doações de livros. Não tardaram muito a aparecer os primeiros interessados em ajudá-la a tornar possível esta ideia. Atualmente, a biblioteca está de tal forma organizada que já permite a estudantes requisitar livros para fazerem trabalhos escolares ou, simplesmente, para apreciarem uma boa história.

Com o rigor de uma biblioteca normal, todos livros do acervo de Maria Clara estão devidamente catalogados e sempre que é feito um empréstimo o título do livro, assim como o nome da pessoa que o levou, são devidamente registados.

“A biblioteca é de toda a comunidade. Esses livros não são meus, são para quem quiser levar para casa, e ficar quanto tempo for necessário para terminar a leitura”, contou a jovem Maria Clara ao jornal Calila Notícias.

Obviamente, este projeto está a ser divulgado por todo o Brasil e até mesmo além fronteiras. A jovem Maria Clara foi convidada até para visitar a biblioteca do campus universitário da UNEB, no Cabula e foi ainda recebida na fundação Pedro Calmon pela diretora do Livro da Leitura, Mariangela Nogueira, que doou uma caixa de 50 livros para a biblioteca da jovem baiana.

 

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