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Como os bookmobiles ajudaram a reconstruir o Haiti

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Como os bookmobiles ajudaram a reconstruir o Haiti

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Estamos no início de 2010 quando o mundo sofre um grande abalo: um terramoto de 7,5 graus na escala de Ritcher apanha o Haiti de surpresa. Poucas horas depois, é declarado estado de emergência e faz-se o levantamento dos estragos provocados pela catástrofe: o número de casualidades aumenta de hora para hora, milhares de edifícios estão arruinados e estradas e acessos estão condicionados.

Dois anos mais tarde, em julho de 2012, o Haiti continua a recuperar do abalo e tem ainda um longo caminho pela frente. É por essa altura que os Bibliotecários Sem Fronteiras, a par com alguns parceiros solidários com a situação, decidem lançar bookmobiles, os famosos BiblioTapTaps. Atualmente existem três veículos ativos a circular pelas cidades do Haiti, assegurando que a cultura continua a chegar àqueles que mais necessitam.

Mas vamos lá com calma explicar tudo direitinho. Afinal de contas, o que é um bookmobile? De forma muito simples, trata-se de uma carrinha que segue um itinerário semanal e faz várias paragens ao longo do caminho. Sim, é muito parecido com uma camioneta ou autocarro, a questão é que um bookmobile não carrega pessoas mas sim livros.

A cada paragem que faz, os dois responsáveis pelo BiblioTapTap (um para adultos e outro para crianças) organizam uma série de atividades variadas em grupo (leituras em público, debates, workshops, entre outros). Mas melhor: qualquer pessoa pode também escolher um livro e requisitá-lo. Ao fim do dia, a BiblioTaptap regressa à base, por norma uma biblioteca local.

Agora, surge outra pergunta: porque é que um bookmobile é tão importante no Haiti?

Bookmobiles: não se constroem casas com livros, mas eles ajudam

Antes de mais, um bookmobile facilita o acesso à educação, cultura e informação, seja qual for o contexto onde nos encontramos. Não estamos a dizer que o bookmobile só é útil em países em vias de desenvolvimento ou que sofreram graves catástrofes. Basta olharmos para Portugal, por exemplo, para constatar que há também bookmobiles a circular pelas cidades portuguesas.

Porém, no Haiti, os bookmobiles ajudaram imenso à recuperação do país após o terramoto. Entre os estragos causados pela catástrofe, encontram-se os danos sofridos pelas bibliotecas na zona metropolitana de Part-au-Prince que se tornaram inacessíveis ao público. Nas províncias, a disponibilidade de espaços culturais e o acesso à informação já estava baseado em estruturas fracas.

Após o terramoto, tais estruturas ficaram ainda mais fragilizadas, especialmente se à conta somarmos o êxodo das pessoas que deixaram Port-au-Prince para se instalarem nos subúrbios. Assim, numa sociedade onde as médias de literacia caem um bocado abaixo dos 50%, tornou-se urgente, senão mesmo vital, garantir que existiam outras formas de aceder à cultura, pelo menos enquanto o país se ergue das ruínas e algumas das infraestruturas principais são construídas de novo.

 

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