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6 livros essenciais para entender o terror do Holocausto

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6 livros essenciais para entender o terror do Holocausto

 

A Segunda Guerra Mundial é ainda hoje, mais de setenta anos depois de ter acabado, considerada como uma das mais violentas e mortíferas guerras da história da humanidade. Mais do que a violência registada nos campos de batalha e no fatídico ataque da Hiroshima e Nagasáqui, que pôs fim ao conflito, esta guerra foi marcada por aquilo que é hoje recordado como o Holocausto.

O que foi o Holocausto? Tratou-se do assassinato em massa de mais de seis milhões de judeus, inválidos e homossexuais através de um programa sistemático que tinha como intuito o extermínio étnico em prol da promoção da raça ariana. Este programa, que teve lugar em locais como o campo de concentração de Auschwitz, faz de Adolf Hitler e do Partido Nazi Alemão os criminosos mais negros da história.

A tristeza do Holocausto tem servido de inspiração para muitos livros que procuram retratar como era a vida num campo de concentração e durante o terror do Holocausto. Neste post, partilhamos consigo alguns dos títulos que consideramos relevantes e que, de forma tocante e emocionante, conseguem ilustrar a vida e a morte num campo de concentração.

6 livros essenciais para entender o terror do Holocausto

1 – Maus – Art Spiegelman

Maus (que significa Rato em alemão) conta a história de Vladek Spiegelman, judeu polaco sobrevivente de Auschwitz, narrada por si próprio ao filho, o cartoonista Art Spiegelman. O livro é considerado um clássico contemporâneo da BD. Foi publicado em duas partes: a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prémio Pulitzer de literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica.

2 – Sou o Último Judeu de Treblinka – Chil Rajchman

Chil Rajchman tinha 28 anos quando foi deportado para Treblinka, em Outubro de 1942. Separado dos seus companheiros à saída do comboio, escapou às câmaras de gás tornando-se sucessivamente funcionário na triagem de vestuário, cabeleireiro, transportador de cadáveres ou «dentista». Em 2 de Agosto de 1943, participou no levantamento do campo e evadiu-se.
Após várias semanas de errância, Chil Rajchman escondeu-se em casa de um amigo perto de Varsóvia. Num caderno, contou os seus dez meses no inferno.

3 – O Rapaz do Pijama às Riscas – John Boyne

Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. A história tocante que podemos encontrar em O Rapaz do Pijama às Riscas.

4 – A Rapariga que Roubava Livros – Markus Zusak 

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência.

5 – A Bibliotecária de Auschtwitz – Antonio G. Iturbe 

Minuciosamente documentado, e tendo como base o testemunho de Dita Dorachova, a jovem bibliotecária checa do Bloco 31, este livro conta a história inacreditável, mas verídica, de uma jovem de 14 anos que arriscou a vida para manter viva a magia dos livro, ao esconder dos nazis durante anos a sua pequena biblioteca, de apenas oito volumes, no campo de extermínio de Auschwitz. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita é A Bibliotecária de Auschwitz  que esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu.

6 – O Violino de Auschwitz – M. Àngels Anglada

A história de O Violino de Auschwitz começa e termina no mesmo dia. Porém, ao longo da obra, anda tudo à volta do violino e dos anos de terror que Daniel viveu em Auschwitz. Com capítulos que começam com citações de documentos Nazi, acompanhamos a história de Daniel desde o momento em que lhe pedem para criar um violino – já que era esse o seu ofício antes de ser preso – e tocar para o comandante. Nas páginas seguintes seguimos Daniel e o seu esforço para encontrar os materiais necessários para construir o melhor violino que alguma vez fez. Mais do que desejar construir um bom instrumento, Daniel sabe que o fracasso em cumprir tal tarefa vai resultar na sua morte.

 

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