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Língua Portuguesa candidata a língua oficial da ONU

Língua Portuguesa candidata a língua oficial da ONU

 

Em Portugal fala-se português, mas a língua portuguesa tem uma extensão superior ao território nacional. Foi por esta mesma razão que Marcelo Rebelo de SousaPresidente da República de Portugal anunciou, no passado dia 1 de novembro, durante a XI Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que foi aprovada uma proposta para que o português seja uma língua oficial nas Nações Unidas (ONU).

Este seria um reconhecimento a acrescentar a uma longa lista que a língua portuguesa conta já pelo mundo fora. Até hoje a língua portuguesa foi reconhecida como oficial da União Europeia, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos, da União Africana e dos Países Lusófonos.

Esta candidatura é facilmente justificada se olharmos para os números. De acordo com os últimos dados estatísticos existem atualmente no mundo cerca de 280 milhões de falantes, fazendo assim da língua portuguesa a 5.ª mais falada no mundo, a 3.ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul da Terra.

A língua portuguesa deriva do galego-português que se falava no Reino da Galiza e no norte de Portugal. As origens da língua datam ao ano de 1139, com a formação do Reino de Portugal e a consequente expansão para o sul como parte da Reconquista. À medida que o reino se vai alargando é difundida a língua pelas terras conquistadas. Já durante a época dos Descobrimentos o mesmo se sucede quando os colonos são levados ao Brasil, África e outros territórios povoados por portugueses.

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Tendo tudo isto em consideração, Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou a XI Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para anunciar que a proposta não consta da declaração final desta cimeira da CPLP, mas foi aprovada por aclamação, e adiantou que foi feita pelo Presidente do Brasil, Michel Temer.

Na véspera do anuncio feito por Marcelo Rebelo de Sousa, António Guterres tinha declarado aos jornalistas, quando questionado acerca do papel que a língua portuguesa iria ter quando assumisse o cargo de secretário-geral da ONU: “Eu suponho que essa não é uma questão do secretário-geral, é uma questão da CPLP, dos países de língua portuguesa. Sei que existe essa aspiração, e essa é uma aspiração muito importante”, disse.

“Naturalmente que eu próprio gostaria muito de ver isso concretizar-se, mas essas são decisões da Assembleia-Geral das Nações Unidas. E uma vez mais digo: ainda não sou secretário-geral das Nações Unidas”, acrescentou. Atualmente, a ONU tem seis línguas oficiais: o castelhano, o inglês, o mandarim, o russo, o francês e o árabe.

 

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