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8 provas de que o livro em papel ainda tem muito para dar

8 provas de que o livro em papel ainda tem muito para dar

 

É surpreendente constatar que, num mundo que é cada vez mais digital e onde vemos as novas gerações cada vez mais dependentes de dispositivos móveis e tecnologias, algo parece não mudar: os jovens continuam a preferir os livros em papel do que os e-books que invadiram o mercado na última década.

A revolução digital transformou muitos dos nossos hábitos. Hoje, uma grande parte dos nossos dias é passada em frente a ecrãs, seja o de computadores, smartphones ou tablets. E não importa se o fazemos por questões profissionais ou por puro entretenimento. Um estudo realizado em 2013, à sociedade adulta norte-americana, constatou um crescimento rápido do tempo passado a navegar na Internet. Em média, cada pessoa passa 5 horas e nove minutos por dia em frente a um ecrã.

Ainda assim, quem diz que os livros em papel têm morte anunciada deve pensar duas vezes antes de repetir essas palavras. Recentemente, a Huffington Post organizou uma lista que mostra como o anúncio da morte dos livros em papel pode ser exagerado. Abaixo são compiladas algumas razões que provam como as novas gerações não estão preparadas para abdicar do papel.

8 provas de que o livro em papel ainda tem muito para dar

A informação de qualidade não está online

Foi esta a conclusão de uma investigação de Pew Research, que mostrou que os millennials (jovens nascidos entre o início dos anos 80 e o ano 2000) gosta mais de ler livros do que os adultos. O mesmo estudo descobriu também que é mais provável que os jovens acreditem que a informação útil se encontra nos livros em papel e não no meio digital. Uma fatia de 62% dos inquiridos com idade inferior a 30 anos identificou-se com esta afirmação. Por sua vez, apenas 53% dos respondentes com idade superior a 30 anos respondeu da mesma forma.

Os jovens preferem livros escolares em papel

É verdade. Quem o disse foi o estudo da Student Monitor que revelou que 87% dos gastos em manuais escolares no início do ano letivo de 2014/2015 foi feito em livros físicos, relegando os livros eletrónicos para segundo plano.

Estudantes preferem estudar humanidades em livros de papel

Há certas disciplinas que os jovens preferem estudar em suporte físico. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Washington, 25% dos estudantes de humanidades compram versões físicas dos livros pedidos pelos professores. Por sua vez, os estudantes de ciências e matemática admitem que os manuais eletrónicos servem para os seus estudos.

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Os jovens preferem livros físicos 

Um estudo da Nielsen de 2014 revelou que a preferência dos jovens a livros em papel se alarga a mais do que manuais escolares. A mesma tendência também se aplica aos livros mais pessoais. Os inquiridos responderam que preferem “pesquisar em bibliotecas” e “pesquisar em livrarias”, tendo tais opções conseguido melhores resultados que recomendações nas redes sociais ou em sites de venda de livros.

Os estudantes têm menor compreensão em livros digitais

Ler um história num ecrã e ler a mesma história no papel vai resultar em diferenças interpretações e compreensões da narrativa. Em 2012, um estudo mostrou que aqueles que leram a história no iPad não conseguiram ficar absorvidos pela história e foram incapazes de se envolver com as personagens e com o enredo a um nível emocional. Em 2013, o jornal USA Today também publicou as conclusões de um estudo que descobriu que os estudantes compreendem menos aquilo que leem se o fizerem num ecrã.

Pais e filhos também preferem os livros aos livros eletrónicos

Um estudo do instituto Joan Ganz Cooney Center do Sesame Workshop, que investiga a leitura na infância, percebeu que os pais preferem ler aos filhos livros em papel nas leituras antes de deitar, já que as aplicações disponibilizadas em alguns livros eletrónicos infantis, como vídeos e gráficos interativos, levam a distrações.

E-books prejudicam o sono

As distrações, por sua vez, perturbam o sono. Um estudo da Universidade de Harvard descobriu que se o livro eletrónico emitir luz, a pessoa que o lê tem mais dificuldade em adormecer, demorando, em média, mais dez minutos até conseguir fechar os olhos e descansar.

No digital nunca se está apenas a ler

No livro Words Onscreen: The Fate of Reading in a Digital World, Naomi S. Baron escreveu que os jovens têm mais dificuldade em concentrar-se quando leem no ecrã porque é mais provável (três vezes mais provável do que ao ler livros em papel) que a sua atenção se disperse em diferentes tarefas digitais.

 

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