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O livro mais misterioso do mundo: o códex de Rohonc

O livro mais misterioso do mundo: o códex de Rohonc

 

Existem vários livros estranhos e incompreensíveis no mundo, alguns muito antigos, mas o códex de Rohonc (Rohonczi) é o mais enigmático de todos eles, levando-se em conta a complexidade do alfabeto em que está escrito.

Se você gosta de mistérios, vai querer conhecer um pouco mais sobre o códex de Rohonc, um livro que jamais foi decifrado.

Vamos lá?

A Origem do códex de Rohonc

Ninguém sabe precisamente qual a origem do códex de Rohonc, mas Hungria, Romênia e Índia são as fontes geográficas mais prováveis. O livro apareceu – oficialmente – pela primeira vez no ano de 1838, quando o conde Gusztáv Batthyány doou o livro, parte de sua biblioteca, à Academia de Ciências da Hungria. O livro recebeu o nome da cidade de Rohonc, a oeste da Hungria (atualmente Rechnitz, na Áustria), onde permaneceu até 1907 quando foi levado a Budapeste.

Uma pista do passado da obra pode ser o registro no catálogo da Biblioteca Rohoncz dos Batthyány em 1743, que diz: “Magyar imádságok, volumen I. in 12” – “Orações húngaras, primeiro volume, 12”. O tamanho e o conteúdo do livro coincidem com os do códice, mas somente essa informação vaga foi adicionada ao catálogo.

O idioma em que o livro foi escrito tem semelhança com o velho húngaro e mais uma língua estranha. A obra foi estudada pelo húngaro Ferenc Toldy ainda em 1840, e por Pál Hunfalvy, sem nenhuma conclusão. O paleógrafo austríaco Dr. Mahl também o examinou, assim como Josef Jirecek e seu filho Konstantin, esses últimos professores universitários em Praga. Em 1885, o códex de Rohonc foi enviado a Bernhard Jülg, professor da Universidade de Innsbruck, que, é claro, não conseguiu decifrá-lo.

Mihály Munkácsy, conhecido pintor húngaro, levou o códice a Paris para o estudar por volta de 1890, mas não foi capaz de decifrá-lo.

Como o Manuscrito Voynich, ninguém até hoje decifrou as palavras do códex adequadamente. Há várias traduções, todas muito diferentes uma da outra, destes livros em linguagens desconhecidas. Popularmente, acredita-se que o códex de Rohonc tenha sido uma fraude do falsificador e nacionalista húngaro Sámuel Literáti Nemes (1796-1842), um antiquário húngaro-transilvano, cofundador da Biblioteca Nacional Széchényi em Budapeste, conhecido por várias falsificações que enganaram a muitos eruditos de sua época. Tal opinião vem desde 1866, quando Károl Szabó (1824-1890), historiador húngaro, pronunciou-a. Mas não há muitos indícios da autoria.

 

Alguns chegaram a definir o códex de Rohonc como uma verdadeira piada, uma brincadeira sem sentido.

O que tem no livro mais misterioso do mundo?

O alfabeto utilizado no códex de Rohonc é extremamente complicado, com duzentos símbolos distintos, dez vezes o número de caracteres de qualquer alfabeto conhecido, em 448 páginas de 12X10 cm. Há 87 ilustrações junto com o texto: elas indicam um cenário em que cristãos, pagãos e muçulmanos convivem, e também são frequentes símbolos da cruz, da meia-lua e do sol.

Poderia, no entanto, tratar-se de ideogramas e não de um alfabeto, como na língua chinesa.

Ficou curioso?

Veja AQUI as páginas do livro.

 

Leia também o nosso post relacionado Codex Seraphinianus: a enciclopédia indecifrável sobre um mundo imaginário

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