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6 filmes e telenovelas que adaptam os livros de Jorge Amado

6 filmes e telenovelas que adaptam os livros de Jorge Amado

 

Jorge Amado é um dos grandes nomes da literatura brasileira e o seu trabalho, conhecido muito além das fronteiras do Brasil, tem merecido ao longo dos anos inúmeras adaptações que se tornaram quase tão célebres como os livros em si. Não é por mero acaso que Jorge Amado mantém hoje a posição do segundo escritor brasileiro mais vendido e traduzido de todos os tempos: o único que o ultrapassa é Paulo Coelho.

Com uma carreira de distinção enquanto político, tendo servido como deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), nunca teve medo de expressar a sua voz ainda que tal lhe tenha saído caro: acabou por ser preso pela sua associação ao partido de esquerda, em março de 1936.

Ainda assim, toda a experiência de vida e talento foram canalizados para a caneta que, por sua vez, passou para o papel as fabulosas e comoventes histórias que Jorge Amado tinha em si. Hoje, para homenagear o mestre brasileiro, decidimos resgatar da estante algumas das suas melhores histórias e ocupar o lugar em frente à televisão.

Ao longo dos próximos parágrafos apresentamos as melhores adaptações audiovisuais, em telenovelas e filmes, da obra literária de Jorge Amado.

6 filmes e telenovelas que adaptam os livros de Jorge Amado

Capitães da Areia

Capitães da Areia é o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro. Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo. Em 1944 conheceu nova edição e desde então sucederam-se as edições nacionais e estrangeiras, e as adaptações para a rádio, televisão e cinema. Jorge Amado descreve, em páginas carregadas de grande beleza e dramatismo, a vida dos meninos abandonados nas ruas de São Salvador da Bahia. Em 2011 o livro foi adaptado por Cecília Amado, neta do escritor, num filme homónimo que foi muito aclamado.

Mar Morto

Romance de grande força lírica, o livro Mar Morto conta histórias de velhos marinheiros, de mestres saveiros, de pretos tatuados e de malandros que contam e cantam essas histórias da beira do cais da Bahia. «O povo de lemanjá tem muito que contar», dizia Jorge Amado. Um dos mais populares romances de Jorge Amado, não só no Brasil como em muitos outros países. No que toca a adaptações cinematográficas, o filme Mar Morto inspirou a conhecida telenovela Porto dos Milagres, que foi um êxito em 2001, produzida e emitada pela Rede Globo.

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

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Jorge Amado escreveu a fábula O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade. O texto andou perdido, e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depois de ter sido recuperado pelo filho e levado a Carybé para ilustrar. Com ilustrações belíssimas, para um belíssimo texto, a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá continua a correr mundo e a fazer as delícias de leitores de todas as idades. A fábula foi adaptado pelo Teatro da Folha, em São Paulo, para uma peça de teatro muito aplaudida na década de 2000.

Tieta do Agreste

O livro Tieta do Agreste conta-nos a hístoria de Tieta, mulher de carácter forte forjado pela vivência sofrida, que volta à terra natal, a cidade de Sant’Ana do Agreste, no interior da Baía, depois de ter passado 25 anos no Sul do país como meretriz. Tendo feito fortuna em São Paulo, gerindo raparigas para políticos e empresários, regressa agora em busca de um paraíso que vê perder-se. No seu regresso, está cercada de riqueza e poder, em contraste com a sua partida, quando foi expulsa pelo próprio pai. A história inspirou a telenovela Tieta, da Rede Globo, que foi um sucesso em 1989 e 1990.

Dona Flor e seus Dois Maridos

O livro Dona Flor e seus Dois Maridos conta a “Esóterica e comovente história vivida por Dona Flor, emérita professora da Arte Culinária, e dos seus dois maridos: o primeiro, Vadinho de apelido; de nome, Dr. Teodoro Madureira, e farmacêutico, o segundo, ou A Espantosa Batalha entre o Espírito e a Matéria, narrada por Jorge Amado, escriba público estabelecido no bairro do Rio Vermelho, na cidade da Bahia de Todos-os-Santos, nas vizinhanças do Largo de Sant’Ana, onde habita Iemanjá, senhora das águas”: assim se lê no frontispício deste extraordinário romance de Jorge Amado. É, com efeito, uma história fascinante e pitoresca esta de Dona Flor, viúva alegre da Bahia, cujas noite de amor são atormentadas pelas visitas do seu defunto marido. A história deu lugar a uma minissérie da Globo transmitida em 1998.

Gabriela Cravo e Canela

Gabriela, a mulata com a cor da canela e o cheiro do cravo, ficará na literatura como uma formosa figura de mulher, simples e espontânea, acima do Bem e do Mal, eternizada para sempre por Sônia Braga e Juliana Paes. Com o seu inigualável lirismo e inspiração poética, Jorge Amado cria personagens inesquecíveis, e o comovente romance de amor do árabe Nacib e da mulata Gabriela coloca-os, sem dúvida, na galeria dos amantes da História da Literatura. Mas Gabriela, Cravo e Canela é mais do que a história de amor do árabe Nacib e da sertaneja Gabriela. A história, que contou com duas adaptações para telenovela pela Rede Globo, fez sucesso em 1975 e em 2012.

 

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