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Afinal a geração Millennium prefere livros de papel em vez de e-books

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Afinal a geração Millennium prefere livros de papel em vez de e-books

 

Se vê a geração Millennium como um grupo de jovens encantados com os seus smartphones e tablets, vai querer pensar duas vezes depois de ler este artigo. De acordo com um novo estudo, 92% dos estudantes universitários preferem fazer a sua leitura da maneira tradicional, com páginas de papel em vez de pixéis.

Esta conclusão chega-nos a partir da American University e do professor de linguística Naomi S. Baron, autor do livro Words Onscreen: The Fate of Reading in a Digital World. Após reunir uma equipa, Baron realizou uma investigação que analisou 300 estudantes universitários nos Estados Unidos, Eslováquia, Japão e Alemanha. A análise consistia num inquérito acerca dos hábitos de estudo e leitura dos estudos em questão.

A conclusão retirada deste investigação não deixou margem para dúvidas: os livros físicos foram a escolha de 92% dos entrevistados, que seleccionaram o papel sobre uma variedade de dispositivos electrónicos.

Geração Millennium: porque preferem papel ao digital?

Steven Hernandez, um estudante da Universidade do Arizona, está entre aqueles que preferem ler em papel. “Acredito que a possibilidade e probabilidade de distracção é muito mais alta quando se trata de ferramentas de aprendizagem online”, escreveu o estudante num editorial para o jornal da universidade.

“A vantagem dos e-books é que o preço é baixo e permite criar interacção com o utilizador, mas requer no entanto a integração e educação da tecnologia a ser utilizada… Integração a que estudantes como eu não estão habituados”, acrescentou.

As principais razões pelos quais os estudantes preferem livros de papel, conforme disse Baron, foram a falta de distrações que estão disponíveis em computadores, bem como as dores de cabeça e tensão ocular que pode resultar de estar tanto tempo a olhar para um ecrã.

“Quando lhes perguntei o que não gostavam sobre a leitura num ecrã, responderam que gostam também de ter uma noção de quanto leram de cada livro”, disse Baron. “Por norma podemos ver na parte inferior do ecrã a percentagem que falta ler, mas é uma sensação totalmente diferente de saber quanto falta ao olhar para as páginas.”

E depois há ainda que considerar os aspectos da experiência de leitura que os computadores simplesmente não conseguem replicar (ainda). Estudantes eslovacos apontam em particular que gostam de sentir o cheiro dos livros.

Não são apenas os estudantes universitários que preferem gastar o seu tempo com um livro em vez de um e-reader. Em 2015, as vendas de e-books caíram nos Estados Unidos, e o mesmo aconteceu no Reino Unido, provando que afinal o futuro pode não estar mesmo no digital.

 

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