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Michael Bond: a história de um urso de peluche esquecido numa montra de Paddignton

Michael Bond: a história de um urso de peluche esquecido numa montra de Paddignton

 

O urso Paddington tornou-se numa personagem muito acarinhada pelo público infantil nos últimos anos. Criada pelo britânico Michael Bond, o urso Paddington conta-nos as muitas aventuras de um urso que chega a Londres e é adoptado por uma família, adaptando-se à vida citadina.

Além de todos os livros ilustrados que podem ser encontrados nas livrarias, o urso Paddington também pode ser encontrado em peluches, desenhos animados e até mesmo filmes.

No entanto, hoje decidimos usar este espaço no blog Mundo de Livros para falar de Michael Bond, o criador da personagem, que faleceu em junho, aos 91 anos e aprofundar a simples ideia que fez deste escritor uma referência da literatura infantil.

Paddington: por favor, tome conta deste urso

Há histórias que começam de forma muito simples, mas que mesmo assim conseguem gerar empatia com os leitores logo num primeiro impacto. A simplicidade da história do urso Paddington começa logo com o facto de Bond dar ao seu urso o nome da estação de comboio de Londres por onde o urso, um amante de marmelada refugiado de Peru, chegou à cidade.

Com um etiqueta no seu casaco onde se pode ler “Por favor, tome conta deste urso”, Paddington veio “do mais profundo, mais sombrio Peru” na história escrita por Bond em 1958, “Um Urso Chamado Paddington”.

Em várias entrevistas que Bond foi dando ao longo da sua vida, revelou que a inspiração para criar tal personagem veio quando se apercebeu da presença de um urso de peluche que se encontrava sozinho, numa montra de uma loja próxima da estação de Paddington, onde vivia na altura, em 1956.

 

“Escrevi para meu próprio prazer”, disse o autor à BBC, em 2014. “Em 10 dia tinha o que se acabou por tornar no livro que publiquei”. Na história, o urso é adotado pela família Brown e daí começam-nos a ser relatadas as suas aventuras e contratempos em Inglaterra. Mais de 20 livros foram publicados ao longo dos anso, tendo o mais recente chegado às livrarias em abril deste ano.

Como disse anteriormente, em 1970 foi realizada uma série de televisão intitulada “As Aventuras de Paddington”. Em 2014, por sua vez, foi lançado o filme – que contará em breve com uma sequela – que alcançou o sucesso da crítica e comercial.

Michael Bond publicou várias séries de livros para o público infantil, mas foi com aquela personagem que fez a estreia literária, em 1958, com ilustrações de Peggy Fortnum. Depois de “Um urso chamado Paddington”, escreveu cerca de 20 livros, tornando Paddington uma figura icónica da literatura infantil.

Em 2008, em entrevista à imprensa, Michael Bond explicava que “há qualquer coisa nos ursos de peluche que os diferencia de qualquer outro brinquedo”: “Acho que as bonecas estão sempre a pensar no que é que vão vestir a seguir. Os ursos têm essa qualidade particular que as crianças gostam, de que lhes podem contar segredos que eles não revelarão a ninguém”.

Nascido em Newbury em 1926, Michael Bond publicou o primeiro conto em 1945, quando estava a cumprir serviço militar no Cairo, ao serviço do exército britânico, e trabalhou na BBC quando publicou o primeiro livro para crianças.

Em 1997 foi agraciado pela rainha Isabel II em reconhecimento pelo trabalho literário para os mais novos. A série Paddington foi recentemente reeditada em Portugal com a publicação dos volumes “Um Urso Chamado Paddington – Aventuras do Urso que Nasceu no Peru” e “O regresso de Paddington” pela Editorial Presença.

 

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