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Pulitzer, o homem que queria um prémio só para as Letras

Pulitzer, o homem que queria um prémio só para as Letras

 

O Pulitzer é um prémio norte-americano que distingue diferentes artes relacionadas com as letras. Estamos em 1904 quando Joseph Pulitzer, um conhecido jornalista dos Estados Unidos, doa 10 milhões de dólares à Universidade Columbia. Tal financiamento devia ser usado para a fundação de uma Escola de Jornalismo – projeto que começou a ser construído alguns meses após a sua morte – e para a criação de um prémio que, apesar de semelhante ao Nobel, se dedicaria exclusivamente às letras.

Em 1917, seis anos após a morte de Joseph Pulitzer, são entregues os primeiros prémios Pulitzer. Desde então que, anualmente, a Universidade Columbia se encarrega da entrega dos prémios Pulitzer, atualmente divididos em 21 categorias.

Neste post, aprofundamos melhor a história deste prémio e do homem que é ainda hoje relembrado como uma das figuras mais importantes do jornalismo.

Pulitzer: um homem visionário que amava as Letras

No final do século XIX, Joseph Pulitzer era o típico jornalista americano. Com ascendência húngara e uma aparência muito característica, este homem era no auge da sua carreira considerado um dos editores mais talentosos da imprensa. Em demandas constantes contra corrupção dentro do governo, não deixava que o jornal sucumbisse ao sensacionalismo, preferindo apostar numa visão mais precisa, ainda que competitiva.

Ao escrever o seu testamento em 1904, Pulitzer deixou por isso claras as suas intenções para que fosse criado um prémio que homenageasse o jornalismo e as letras nos Estados Unidos. Além de doar dinheiro suficiente para a fundação do prémio, nomeava já algumas categorias: 4 em jornalismo, 4 em letras e drama e 1 em educação.

 

Visionário como era, Pulitzer deixou bem claro que o sistema de prémios poderia sofrer ajustes com o passar dos anos. Assim, foi criado um quadro com ‘poder para suspender ou mudar qualquer categoria ou categorias, colocando, no entanto, outras nos seus lugares’. Tal, no entanto, só deveria acontecer se as alterações ‘fossem pertinentes para o interesse público ou aconselháveis para a necessidade do público ou por mudança de tempo.’

Joseph Pulitzer também colocou nas mãos deste quadro poder suficiente para reterem um prémio caso as candidaturas não fossem dignas de tal condecoração. Desde 1917, o primeiro ano em que foram atribuídos os prémios, que o plano tem sido seguido. O quadro, hoje nomeado de Pulitzer Prize Board, aumentou o número de categorias premiadas para 21, incluindo temas como poesia, música e fotografia.

Entretanto, o nome de Joseph Pulitzer ficou gravado na história do jornalismo mesmo depois da sua morte, especialmente por ter fornecido o financiamento necessário para a primeira escola universitária de jornalismo.

 

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