Por que é que os Estados e as economias modernas se desenvolveram primeiro neste subcontinente semi-periférico que é a Europa? Esta é a questão fundamental por onde se desenvolve a obra de E. L. Jones. Trata-se de uma obra fundadora, de leitura absolutamente incontornável, para entender o estado da economia e perceber as suas origens.Utilizando um método analítico comparativo, o autor encara o crescimento económico como resultando da interacção entre dois factores: o meio ambiente e o sistema político. A partir desta análise, avalia os vários fatores que impactaram a evolução europeia e que demarcam assim a diferença de grandes civilizações como o Império Otomano, a Índia e a China.Confrontando as realidades europeia e asiática, Eric Jones analisa as origens e as vantagens a longo prazo da contenção do crescimento populacional e acentua a importância da descentralização política, ao mesmo tempo que demonstra que os Estados europeus se mantinham ligados por uma cultura e um sistema económico comuns.Este é, na verdade, um problema que está subjacente a todos os estudos sobre a industrialização e sobre o desenvolvimento económico. Usando um estilo de escrita leve, este livro aborda assuntos históricos e como tiveram início as alterações técnicas, a mudança estrutural e o crescimento do rendimento. Em poucas palavras, trata de questões complexas que se situam no coração da história económica.Além disso, explora também assuntos que tocam a geografia histórica, na medida em que a localização (no sentido de recursos naturais e de diferenciação regional das sociedades políticas) teve influência sobre as formas de transformação económica. Por isso, fazem-se comparações com áreas fora da Europa, numa tentativa de ver o que existia de especial no caso europeu.A visão de Eric Jones relativamente ao progresso ocidental é, pois, distinta da que encontramos nas obras de Perry Anderson, Fernand Braudel, Sir John Hicks, Douglass North e Robert Thomas, W. W. Rostow e Immanuel Wallerstein. De facto, trata-se de um esforço pouco habitual no sentido de confrontar as realidades europeia e asiática.





