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Ernest Hemingway: De Paris a Cuba, histórias de guerras e mulheres

Ernest Hemingway: De Paris a Cuba, histórias de guerras e mulheres

 

O nome de Ernest Hemingway é bastante conhecido na história da literatura. Não só pela obra de excelência com que nos presenteou ao longo da sua carreira, mas também por ter sido condecorado com o Nobel da Literatura e um Pulitzer.

Nascido no dia 21 de Julho de 1899, Ernest Hemingway cresceu num subúrbio conservador de Chicago. Na escola, o interesse pela literatura surgiu quase de mãos dadas com o jornalismo. É aí que tem o seu primeiro contacto com o universo da comunicação social, por intermédio do jornal escolar Trapeze and Tabula, para o qual começou a escrever sobre desporto.

Assim que termina os estudos começou a trabalhar no jornal Kansas City Star, onde ganhou a experiência que viria mais tarde a definir o seu estilo literário. A carreira sofre uma pausa com a entrada dos EUA na 1.ª Guerra Mundial. Em 1918, o jovem romancista parte para Itália onde serve o exército italiano como condutor de ambulância.

Apesar de reconhecido com uma medalha de prata pelo seu serviço, o percurso militar neste conflito acabou num hospital em Milão, após sofrer ferimentos ligeiros. É neste contexto que conhece Agnes von Korowsky, a mulher a quem pede a mão em casamento e que o troca, alguns meses mais tarde, por outro homem.

De coração partido e ainda a recuperar dos ferimentos da guerra, o norte-americano regressa aos EUA com 20 anos de idade e conhece Hadley Richardson, a mulher que se tornaria a sua primeira esposa. Após o casamento, o casal mudou-se para Paris, onde Hemingway trabalhou como correspondente internacional para o Kansas City Star. Na capital francesa, o escritor torna-se rapidamente numa das peças centrais da chamada Geração Perdida. Ao lado de Gertrude Stein, conheceu e privou com grandes escritores e artistas como F. Scott Fitzgerald, Ezra Pound, Pablo Picasso e James Joyce.

As muitas mulheres de Ernest Hemingway

Em 1925, dois anos depois do nascimento do filho John, o casal Hemingway divorcia-se. A causa mais óbvia terá sido o caso extraconjugal que Ernest manteve com Pauline Pfeiffer, a mulher que se tornaria mais tarde a sua segunda esposa. De notar que por esta altura o autor norte-americano já tinha publicado algumas das suas obras mais emblemáticas, entre as quais O Sol Nasce Sempre (Fiesta).

A gravidez da sua segunda esposa em 1928 levou Ernest de regresso à América. A família decidiu instalar-se na Florida, onde Hemingway termina o seu trabalho dedicado à sua participação na 1.ª Guerra Mundial, O Adeus às Armas. Nos tempos mortos em que não escrevia, o autor procurava aventuras. É assim que parte para expedições em África, para touradas em Espanha e pescarias em alto mar. Em 1937, a Guerra Civil Espanhola leva-o a trabalhar de novo como correspondente internacional, momento histórico que o inspirou para escrever Por Quem Os Sinos Dobram, livro pelo qual foi nomeado para o Pulitzer.

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O casamento com Pfeiffer terminou anos mais tarde e pouco depois Hemingway casa então com a jornalista Martha Gellhorn e o casal muda-se para uma quinta em Havana, em Cuba.

Em 1941, a 2.ª Guerra Mundial leva-o de novo à Europa, onde assiste ao desembarque do exército norte-americano e conhece a jornalista Mary Welsh (que se viria a tornar na sua quarta esposa). O Velho e o Mar, que se tornou provavelmente no seu livro mais conhecido, valeu-lhe então o Pulitzer que há tanto desejava. O Nobel chegaria apenas em 1954.

Contudo é nesta altura que a mente e corpo de Ernest Hemingway começam a dar sinais de velhice e surgem depressões fortes. A vida do célebre autor viria assim a terminar no dia 2 de julho de 1961, quando se suicida na sua casa em Ketchum, Idaho (EUA).

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